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Diocese da Guarda
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Diocese da Guarda Nomeações - Ano pastoral 2014-2015 Publicam-se as nomeações de sacerdotes para diferentes serviços na Diocese e que vão vigorar a partir do início do ano pastoral 2014-15. Desejo, a

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Nomeações 2014 - 2015

Diocese da Guarda Nomeações - Ano pastoral 2014-2015 Publicam-se as nomeações de sacerdotes para diferentes serviços na Diocese e que vão vigorar a partir do início do ano pastoral 2014-15.
Desejo, a propósito, reconhecer e agradecer a generosidade dos nossos padres, mais uma vez manifestada nas mudanças que foi necessário efectuar. Peço às diferentes comunidades envolvidas nas mudanças que recebam bem os padres que lhes são enviados e àquelas a quem foi pedido para dispensarem os que as serviam que compreendam a necessidade de colocarmos o bem comum da Diocese acima dos interesses e gostos particulares. Peço também aos grupos de cooperadores pastorais das paróquias e conjuntos de paróquias que aprofundem cada vez mais a colaboração com os seus párocos. Procurem criar-lhes as condições necessárias para eles se poderem dedicar cada vez mais ao que lhes é específico, ou seja, ao anúncio da Palavra, promovendo a evangelização e à celebração da Fé, nas comunidades. Esforço que vamos considerar prioritário durante próximo ano pastoral é valorizar cada grupo de agentes pastorais no trabalho com o seu pároco. Que o Senhor abençoe todo o nosso trabalho, por intermédio de Maria Santíssima, no ano pastoral 2014-15. Nomeações: 1. Rev.do Padre Hélder José Tomás Lopes – Vice-Reitor do Seminário Maior. 2. Rev.do Padre Gilberto Joaquim Roque Antunes – Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Silva de Castelejo. 3. Rev.do Padre André Manuel Esteves Roque – Pároco da Paróquia de S.to Amaro de Lavacolhos. 4. Rev.do Padre João André Gomes Marçalo – Pároco das paróquias de S. João Baptista de Alcaria, Nossa Senhora da Consolação de Peroviseu, S. Sebastião da Capinha, S. Bartolomeu do Salgueiro e S. Sebastião do Escarigo. 5. Rev.do Padre Rui Miguel Manique Nogueira – Pároco de S. Pedro “ad vincula” de Casegas. 6. Rev.dos Padres Carlos Manuel Dionísio de Sousa e Agostinho do Nascimento Rafael – Párocos in solidum da Paróquia de S. Martinho (Covilhã), sendo moderador o primeiro. O Rev.do Padre Agostinho do Nascimento Rafael cessa as mesmas funções para que estava nomeado na Paróquia de S.ta Maria e os Rev.dos Padres Fernando Brito dos Santos e Henrique Manuel Rodrigues e Diácono Manuel Nogueira Gonçalves cessam as funções para que estavam nomeados nesta Paróquia de S. Martinho. 7. Rev.do Padre Carlos Manuel Dionísio de Sousa – Pároco das paróquias de Santo André de Boidobra e Santa Maria Madalena do Peso. 8. Rev.do Padre Rafael Forjaz Mourão (SJ) – Pároco in solidum com o Rev.do Padre Manuel Freire Lobo Vaz Pato (SJ) da Paróquia de S. Pedro (Covilhã), sendo este o moderador. 9. Rev.do Padre Luís Miguel Pardal Freire – Pároco das Paróquias de Manteigas (Santa Maria e S. Pedro), S. João Baptista do Sameiro, Nossa Senhora da Anunciação de Vale de Amoreira e Santa Maria Maior de Valhelhas. 10. Rev.do Padre Hugo Alexandre Pichel Martins – Pároco das paróquias de Nossa Senhora d Graça de Freches, Nossa Senhora da Calçada de Carnicães e Santa Águeda de Torres; S. Miguel da Cogula, Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Vale do Seixo, Nossa Senhora dos Prazeres de Vila Garcia e Espírito Santo dos Falachos. 11. Rev.do Padre Celso Rocha Marques – Pároco das paróquias de S. João Baptista da Granja e Nossa Senhora dos Milagres de Moimentinha. 12. Rev.do Padre Manuel Fernando Presa Valente – Pároco da paróquia de Santa Catarina do Reboleiro. 13. Rev.do Padre António Carlos dos Santos Martins – Pároco das paróquias de S. Julião de S. Gião, S. Pedro de Sandomil, S. Mamede de Vila Cova de Seia; S. Sebastião de Carragosela, S. Tiago e S. João Baptista de Sabugueiro. É seu cooperador pastoral o Rev.do Padre Jorge Gouveia. 14. Rev.do Padre Daniel José Tomé da Silva Cordeiro – Pároco das paróquias de Nossa Senhora do Rosário da Ruvina, S. João Baptista de Ruivós, S. Sebastião de Vale das Éguas, Santa Maria Madalena da Rapoula do Côa, Nossa Senhora do Rosário da Bismula, S. Bartolomeu de Badamalos e S. Pedro de Vilar Maior; director do centro de espiritualidade “D. João de Oliveira Matos”, com sede na Casa de Cristo Rei da Ruvina; membro do Secretariado Diocesano da Liturgia. Nota: O início destas novas responsabilidades pastorais será decido por acordo entre quem deixa e quem assume as mesmas funções, até ao final do mês de Setembro. Durante o mês de Agosto não se publica a agenda episcopal. Guarda e Paço Episcopal, 29 de julho de 2014 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Homília de D. Manuel Felício na Peregrinação Diocesana a Fátima

Homília de D. Manuel Felício na Peregrinação Diocesana a Fátima “Encontrar os caminhos para evangelizar os que já alguma vez foram evangelizados” A Diocese da Guarda foi em Peregrinação ao Santuário de Fátima, nos dias 20 e 21 de Agosto. Do programa destaca-se a celebração penitencial, na tarde do primeiro dia e a vigília, assim como a oração da manhã no segundo dia, como momentos específicos da Diocese da Guarda. O Terço e a procissão de velas e a celebração eucarística de encerramento foram comuns a outras peregrinações. A peregrinação, que foi presidida por D. Manuel Felício, contou com a presença de 34 sacerdotes da Diocese da Guarda.
Na homilia da Missa de encerramento, o Bispo da Guarda referiu: “Celebramos hoje a memória litúrgica de S. Pio X, o Papa que nos primeiros anos do século XX promoveu notável reforma da Igreja. O seu programa de reforma pretendeu motivar a participação nos sacramentos, incluindo o acesso das crianças à comunhão eucarística; fortaleceu o movimento bíblico; promoveu a reforma litúrgica. O lema condutor de toda a sua acção pastoral é-nos hoje recordado na oração de coleta com que iniciámos a celebração desta Eucaristia – instaurar todas as coisas em Cristo. E de facto é esta a vocação e a missão da Igreja e de todos os cristãos: procurar que a pessoa de Cristo e o seu Evangelho sejam a fonte inspiradora da vida das pessoas e da sociedade. E é isso também o que há-de pretender todo o programa de evangelização que cada comunidade cristã está obrigada, por força da sua própria identidade, a criar e a pôr em prática. Estamos em peregrinação ao Santuário de Fátima e queremos nesta peregrinação olhar para a pessoa de Maria Santíssima e descobrir ainda mais nela a Mãe e a Mestra de toda a Evangelização. Na Escuta da Palavra, como Maria, queremos partir daqui mais empenhados na tarefa da Evangelização. Diante de Nossa Senhora queremos pedir-lhe que nos ajude a encontrar os caminhos para evangelizar os que já alguma vez foram evangelizados, mas agora se vão esquecendo do Evangelho que aprenderam; que nos ajude a ir ao encontro dos indiferentes para os motivar a repor as grandes questões da vida pessoal e em sociedade, as quais encontram na pessoa de Cristo e do seu Evangelho a luz de que precisam para serem esclarecidas; a todos nos ajude a contribuir para definir os caminhos que as nossas comunidades de fé hão-de saber percorrer para darem razão da sua esperança no meio do mundo. O Papa Francisco na sua exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ insiste em que que não basta o primeiro encontro com a pessoa de Cristo e do seu Evangelho, isto é, o primeiro anúncio. Pelo contrário, lembra ele, ‘este primeiro anúncio deve desencadear também um caminho de formação e de amadurecimento’. Este é o caminho de Fé que nunca termina, mas nos acompanha durante toda a vida. Diante de Nossa Senhora, aqui no seu santuário, queremos, com o seu exemplo e a sua ajuda, estimular o nosso desejo de cumprir o apelo do Papa para as atitudes novas do verdadeiro evangelizador. E uma delas é fazer com que a nossa vida pessoal e comunitária seja expressão, testemunho vivo do amor salvífico e misericordioso de Deus, antes mesmo de ser lembrança das obrigações morais e religiosas; Outra é nunca cair na tentação de querer impor a verdade, mesmo quando sentimos que ela está do nosso lado; mas procurarmos sempre motivar a autêntica liberdade apoiada em convicções. Acresce ainda que o verdadeiro evangelizador, como nos lembra o Papa, sabe cultivar sempre a proximidade, a abertura ao diálogo, a paciência e o acolhimento que nunca condena. Senhora Nossa, Nossa Mãe, Senhora de Fátima, ajudai-nos a responder com entusiasmo a estes apelos do Papa Francisco. Somos peregrinos e grupos de peregrinos que estamos no Santuário de Fátima com muitas e variadas preocupações. A Diocese da Guarda, com esta sua peregrinação anual pretende colocar aos pés de Maria e confiar-lhe o seu programa pastoral para o novo ano 2014-15. Com este seu programa deseja, a partir do reencontro com a ‘Dei Verbum’ do Concílio Vaticano II, reforçar a centralidade da palavra de Deus na vida dos fiéis e das comunidades da Fé e motivar a sua acção evangelizadora. Queremos descobrir, ao longo deste ano, que somos, enquanto baptizados, verdadeiros discípulos missionários. Outros peregrinos e grupos de peregrinos virão com outras preocupações, mas a todos Nossa Senhora nos quer confirmar na adesão às grandes preocupações da Igreja. Uma Igreja que nestes 2 anos – 2014-2015 – está predominantemente voltada para as famílias, com dois sínodos; as famílias, de facto, são o primeiro caminho da evangelização; uma Igreja que antes de ser código de leis morais e religiosas, quer esforçar-se por ser sinal do amor e da misericórdia de Deus no meio do mundo. Estamos aqui em atitude humilde, mas muito confiante, diante de Nossa Senhora de Fátima para que ela seja verdadeiramente a nossa mãe e a nossa mestra, no caminho da Fé e na tarefa da Evangelização. Banquete da Eucaristia Ninguém melhor do que Nossa Senhora nos pode fazer sentir e saborear a riqueza da festa que o Senhor prepara para aqueles que o amam. O banquete está preparado na mesa da Eucaristia, na abundância da graça que brota dos Sacramentos e do encontro vivo com a Pessoa de Cristo pelo acolhimento da Sua Palavra. Mas, tal como se diz na parábola evangélica, os convidados não respondem, porque andam distraídos e não fazem caso, porque muito ocupados com os seus negócios. De facto, esta continua a ser a nota dominante dos modelos de vida e mesmo da cultura e dos ambientes que caracterizam a sociedade actual dita secularizada. As pessoas são tentadas a gastar todo o seu tempo com as coisas e as preocupações materiais e esquecem as realidades mais importantes, como são o seu bem pessoal completo, a vida das suas famílias, incluindo o cuidado dos filhos, as relações gratuitas com as outras pessoas. Parece não haver tempo na sociedade actual para colocar as grandes questões sobre o sentido da vida pessoal e da própria sociedade. E de facto essa é a grande tentação que atravessam todas as sociedades actuais sobretudo do mundo ocidental e que o Papa Francisco, muito à sua maneira define assim na exortação apostólica: ‘Na cultura dominante ocupa o primeiro lugar aquilo que é exterior, imediato, visível, rápido, superficial e provisório. O real cede lugar à aparência’. É esta mesma tentação que o Senhor nos convida a combater todos os dias, seguindo o exemplo do Senhor da Festa preparada para os convidados que não compareceram. Mandou os seus servos pelas encruzilhadas a convidar todos os que encontrassem. E a sala encheu-se, mas o apelo de exigência não diminuiu. Tanto assim que quem foi ali não tinha a veste nupcial foi excluído. E a razão é que, como verdadeiro educador, Jesus nunca diminuiu a fasquia da exigência, mesmo quando as pessoas não respondiam ou ameaçavam ir-se embora. A tentação de diminuir a exigência nas nossas propostas de Fé e mesmo na formação daqueles que hão-de garantir a qualidade dos ministérios essenciais à vida da comunidade existe. Temos de seguir o caminho do Senhor que propõe sempre metas de excelências e motiva as pessoas para o caminho que a elas conduz. É isso mesmo o que nos diz hoje a leitura do profeta Ezequiel. O Senhor nosso Deus é Santo e quer manifestar a sua santidade no meio do mundo. Convida-nos, escolhe-nos, prepara-nos para sermos no meio da sociedade actual a expressão visível da sua santidade, isto é, da beleza do seu amor e da sua misericórdia. Para respondermos a este convite do Senhor sentimos que precisamos de muita conversão, mas também temos a garantia de sermos acompanhados e ajudados pela graça de Deus no nosso caminho de conversão. Neste Santuário de Fátima queremos ouvir de novo o apelo de conversão que Nossa Senhora dirigiu à Igreja e ao mundo através dos 3 pastorinhos. E continua a ser verdade que a conversão é antes de mais obra do Espírito Santo na nossa vida pessoal; temos a garantia de que Ele é derramado sobre todos nós como dom generoso do próprio Deus. Só Ele pode transformar os nossos corações de pedra em corações de carne, verdadeiramente atravessados pelos sentimentos de Cristo e do seu Evangelho. Senhora de Fátima, tomai conta das nossas vidas, fazei que os nossos corações se deixem transformar pelo Espírito Santo, para serem cada vez mais segundo o coração de Cristo e assim se cumprir em nós o desígnio de Deus quando através do profeta hoje nos diz: Vós sereis o meu Povo e eu serei o vosso Deus”.

Festa da Liga dos Servos de Jesus, em Manteigas

Celebramos a festa anual da Liga dos Servos de Jesus, no dia em que se completam 52 anos passados sobre a data em que o Servo de Deus, Venerável D. João de Oliveira Matos partiu para o Pai.
Queremos, nesta celebração Eucarística que constitui o ponto alto de todo o programa da Festa, em primeiro lugar e diante da Palavra de Deus pôr-nos à escuta do Senhor e de quanto Ele tem para nos dizer. Comecemos pela vocação de Jeremias. Deus chama este profeta e confia-lhe uma missão difícil. Essa missão é nada mais, nada menos do que transmitir ao Povo a Palavra e a vontade de Deus. E o Povo não o quer ouvir e por isso vai recusar não só a mensagem de Deus mas também a pessoa do profeta. E este é obrigado a escolher entre a fidelidade a Deus e o contentamento do Povo. Se escolhe o que podemos chamar a popularidade barata nega-se a si próprio, não cumpre a missão que Deus lhe confia, não pode ficar contente. Se escolhe a fidelidade a Deus e à Missão que este lhe confia terá oposição e muitos conflitos pela frente, mas cumpre a sua missão, realiza a sua vocação, presta o verdadeiro serviço ao povo, assume o estatuto de verdadeiro educador. E de uma coisa tem a certeza: Deus estará sempre do seu lado a fazer dele o que esta passagem bíblica diz – cidade fortificada, coluna de ferro, muralha de Deus. É a presença e a força de Deus a manifestarem-se no profeta que escolhe o caminho da fidelidade. Hoje é também essa a nossa escolha: fidelidade a Deus que continua a falar-nos, a manifestar-nos a Sua vontade das mais variadas formas ou fidelidade a nós mesmos, ao que nos convém, aos nossos caprichos e às vezes fantasias. A passagem de S. Marcos que acabámos de escutar e que nos relata o martírio de S. João Baptista começa por fazer uma interpelação à nossa Fé na pessoa de Jesus. Reparemos que esta passagem é introduzida por uma descrição da atitude de Herodes sobre Jesus, nos 3 versículos anteriores que não foram hoje lidos (14-17). Aí se diz que Herodes ouvira falar de Jesus, da fama da sua mensagem e dos seus milagres e se interrogava sobre quem seria Ele. E também sabia o que por aí se dizia dele: que era Elias, que era um profeta como os antigos. Herodes inclinava-se para identificar Jesus com João Baptista e por isso concluía – João a quem mandei decapitar ressuscitou. Não chega a ser feita a pergunta que Jesus dirigiu aos doze – e vós quem dizeis que eu sou? Mas ela é hoje dirigida a cada um de nós nesta nossa Festa. Uma Festa que há-de ser oportunidade para cada um e cada uma de nós rever e purificar a sua Fé. É bom perguntar cada um a si próprio o que diz de Jesus, o que significa Jesus Cristo e o Evangelho na sua vida pessoal e na vida da Sua comunidade. Estamos mesmo dispostos a segui-lo incondicionalmente, segundo o exemplo do Servo de Deus Venerável D. João de Oliveira Matos, ou pomos reservas e condições à chamada de Jesus e às indicações que Ele nos dá? Como é que está a nossa generosidade no seguimento de Cristo? Permito-me citar o exemplo reproduzido na última edição do Boletim informativo sobre o Sr. D. João, exemplo esse retirado do Jornal Amigo da Verdade de Outubro de 1934 e perguntar, neste momento a cada um de vós – será que só queremos dar a Jesus uma simples migalha do muito que generosamente Ele nos deu e continua a dar? O calculismo nunca pode fazer parte da nossa relação com Deus, porque ele é sempre a negação do verdadeiro amor. O martírio de S. João Baptista, tal como o Evangelho no-lo descreve é, em sim mesmo, uma autêntica Profissão de Fé de um homem firme nas suas convicções que tem a coragem de colocar Deus e a Sua Verdade acima de tudo e de todas as conveniências. Hoje como no tempo de João Baptista a vida em sociedade é preenchido por muitas manobras que colocam os interesses de pessoas e grupos acima da verdade e do autêntico bem para todos. Herodíades soube manobrar e manipular a autoridade e conseguir primeiro que João Baptista fosse preso e depois condenado à morte. A autoridade não esteve à altura das suas responsabilidades: trocou a verdade e a justiça pelo interesse de uma pessoa, Herodes que lavou as mãos como Pilatos e permitir a morte do justo. Estas situações repetem-se e num mundo de hoje onde os interesses infelizmente comandam as decisões da vida em sociedade nós temos de ter a coragem de marcar a diferença. A nossa diferença no mundo de hoje tem de ser a Fé na Pessoa de Jesus e, como consequência, o amor incondicional à Igreja. E é o exemplo da Fé e amor à Igreja do venerável D. João de Oliveira Matos, que agora aqui queremos evocar. O Senhor D. João foi homem de Fé. A Pessoa de Jesus estava sempre no centro da sua vida; ele sentia-o e havia sinais concretos na sua vida de Padre e de Bispo a confirmá-lo. Lembremo-nos dos longos tempos de oração, sobretudo os matinais que ele passava na capela; o seu amor a Jesus Cristo na Eucaristia e daí a tradição da adoração contínua nas comunidades; a forma como procurou colocar sempre a vontade de Deus acima da sua própria vontade, mesmo quando estavam em causa decisões da maior importância para a vida da Igreja, como era o caso de Fundação da Liga. Sobre isso chegou a afirmar: “Quantas vezes eu tenho rezado a Nosso Senhor para que se Deus não quer a obra, a aniquile já antes mesmo de lhe dar princípio” (Sanches de Carvalho I, p. 97). A vontade de Deus acima de tudo – é isto que caracteriza os verdadeiros homens e mulheres de Fé. No Senhor D. João temos o exemplo perfeito do homem de Fé que sabe colocar toda a sua vida nas mãos de Deus e sujeitar a Sua vontade por inteira à vontade de Deus. Ele é para nós igualmente exemplo de amor à Igreja. Igreja que ele encontrou no seu regresso à Diocese, depois de 5 anos em Braga, enfraquecida pelas perseguições e pela falta de conhecimento e amor à pessoa de Cristo. Depois de prolongado tempo de visita às paróquias e zonas da Diocese e inflamado de amor à Pessoa de Cristo e da sua Igreja, tem este desafio que todos lembramos: “É preciso que Jesus Cristo volte a reinar em Portugal, na nossa Diocese, na nossa terra, na nossa família e primeiro que tudo no nosso coração”. E esta intuição foi acompanhada da descoberta de muitas almas eleitas apaixonadas por Cristo que, em si mesmas eram um prazer para o Bispo auxiliar. Mas, interrogava-se ele sobre que fazer com estas almas eleitas apaixonadas por Cristo. Hoje, na Igreja e na nossa Diocese, continua a ser válida a intuição do venerável servo de Deus – é preciso que Jesus volte a reinar. E essa é também a vontade de Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo continua a suscitar na Igreja almas eleitas apaixonadas por Cristo e pelo serviço ao mundo através da sua Igreja. Temos de saber identificá-las, como o fez o Sr. D. João, animá-las, formá-las e acompanhá-las nos diferentes serviços que possam vir a assumir na vida da Igreja. A Igreja e as nossas comunidades continuam a precisar de quem se dedique, a tempo inteiro, à oração e ao apostolado. Este foi o objectivo supremo marcado para a Liga dos Servos de Jesus, pelo seu fundador. Para se renovar, ontem como hoje, a sociedade precisa de fermentos que lhe prestem com entusiasmo o serviço da penitência e da reparação. Foi também este o caminho apontado à Liga pelo Seu Fundador. Estamos dispostos a assumir com coragem e generosidade estes e outros caminhos de Fé e amor à Igreja apontados pelo venerável Servo de Deus D. João de Oliveira Matos? Uma pergunta que a festa da Liga, este ano, quer deixar a cada um de nós. Manteigas, 29 de Agosto de 2014 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Processo de Beatificação de D. João de Oliveira Matos

Comissão Médica pediu novos elementos sobre possível milagre “Em Roma, está em análise o milagre, tendo a Comissão Médica pedido novos elementos”, disse D. António Moiteiro ao Jornal A Guarda, sobre o processo de beatificação do antigo Bispo Auxiliar da Guarda, Dom João de Oliveira Matos. Esta mesma explicação foi dada pelo novo Bispo de Aveiro, e vice-postulador da causa de canonização, no final da missa da Festa da Liga dos Servos de Jesus, em Manteigas, no dia 29 de Agosto.
D. António Moiteiro explicou que a Diocese da Guarda tem “preparados novos documentos, já traduzidos, e que vão ser enviados para a Congregação para as Causas dos Santos”. Recorde-se que o Papa Francisco aprovou, no dia 4 de Junho, a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de D. João de Oliveira Matos (1879-1962), recebendo assim o título de “venerável”. O postulador da causa de canonização, monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso, disse, na altura, tratar-se de um momento “muito importante”, de “reconhecimento” por todo o trabalho realizado na diocese durante este processo. O processo do bispo português, fundador da Liga dos Servos de Jesus, consta de 23 volumes e foi entregue em Roma, no dia 19 de maio de 1998. Para a beatificação torna-se necessário que a Santa Sé comprove a existência de um milagre atribuído à intercessão de Dom João de Oliveira Matos, processo que se encontra em estudo no Vaticano. Dom João de Oliveira Matos foi bispo auxiliar da Guarda entre Dezembro de 1922 e 29 de Agosto de 1962, dia da sua morte.

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Festa da Liga dos Servos de Jesus, em Manteigas

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Malhada Sorda - Festa de Nossa Senhora d’Ajuda

De 5 a 8 de Setembro, vai decorrer em Malhada Sorda, concelho de Almeida, a Festa de Nossa Senhora d’Ajuda. O primeiro dia começa com o anúncio das festas. Segue-se a “memória e saudade” na romagem ao cemitério (20.15) e o Tríduo a Nossa senhora D’Ajuda com missa e pregação.

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Igreja de Nossa Senhora do Pranto classificada como monumento de interesse público

Torre de Terrenho, Trancoso A Igreja de Nossa Senhora do Pranto, em Torre de Terrenho, concelho de Trancoso, foi classificada como monumento de interesse público por portaria publicada na quinta-feira, dia 24 de Julho, em Diário da República.

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