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Diocese da Guarda
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Dez anos de Ministério Episcopal na Diocese da Guarda Revisão diante dos diocesanos Faz hoje dez anos que cheguei à Diocese da Guarda para exercer o Ministério Episcopal, por nomeação do Papa

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D. Manuel Felício - Dez anos de Ministério Episcopal na Diocese da Guarda

Dez anos de Ministério Episcopal na Diocese da Guarda Revisão diante dos diocesanos Faz hoje dez anos que cheguei à Diocese da Guarda para exercer o Ministério Episcopal, por nomeação do Papa João Paulo II. A doença do Sr. D. António dos Santos tinha-o afastado da Diocese e eu fui recebido na Casa Episcopal pelo Rev.do Padre Cartaxo, em seu nome, e pelas irmãs Adelina, Lúcia e Miraldina.
Era um dia frio, mas cheio de sol. Saí da Casa Patriarcal de Lisboa, pela manhã e, às 15H00, iniciava-se a celebração de acolhimento e início do Ministério nesta nossa querida Diocese da Guarda. Essa celebração, presidida pelo arcebispo da nossa província eclesiástica e Patriarca de Lisboa, cardeal D. José Policarpo, na ausência do Sr. D. António dos Santos, começou na Igreja da Misericórdia, com cortejo para a Sé, onde foi celebrada a Eucaristia. Os dias que se seguiram continuaram frios, pois parti de casa sempre pela manhã com 6/7 graus negativos e cheguei igualmente com temperaturas muito baixas. Mas o calor do acolhimento que senti, sobretudo nos sacerdotes que ia visitando e também nos fiéis e nas suas comunidades, compensou largamente o frio que as condições atmosféricas impunham. O ano de 2005 foi tempo para um primeiro conhecimento da Diocese, dos sacerdotes, movimentos, serviços e obras de apostolado, dos arciprestados e também das paróquias. No ano de 2006, iniciei o processo das visitas pastorais, por arciprestados, com a preocupação de chegar a todos os diferentes lugares, contactar cada pároco e seus mais directos cooperadores pastorais, assim como as diferentes instituições eclesiais, que fazem o tecido pastoral da nossa diocese. Também houve preocupação de dialogar com as instituições da sociedade civil, por onde necessariamente passam as opções que são feitas em cada comunidade e, assim, condicionam a vidas das pessoas. Em cada uma das paróquias visitadas, depois dos diálogos estabelecidos com o pároco e seus mais directos colaboradores, mas também com as várias instituições quer pertencentes à comunidade paroquial quer da sociedade civil, foi elaborado um relatório, que, no encerramento da respectiva visita, foi lido à comunidade e deixado na paróquia para ser arquivado. Nele se fez a descrição do acontecido, mas também se deram indicações sobre alguns caminhos de acção pastoral recomendáveis. No final das visitas pastorais a todas as paróquias do mesmo arciprestado houve também preocupação por elaborar um outro relatório sobre os indicadores mais relevantes dos caminhos de acção pastoral aconselháveis para o conjunto das paróquias desse arciprestado. No final ficou a sensação de que significativo número de paróquias, devido ao reduzido número dos seus residentes, já não têm possibilidade de sozinhas cumprirem todas as dimensões da missão que é cometida à instituição paróquia enquanto tal. Por isso, indepen¬dentemente de reformar o número das paróquias, o mais decisivo parece ser criar a nova mentalidade de que as paróquias têm de se abrir muito mais à cooperação pastoral entre si e que o arciprestado tem de ser cada vez mais a base da acção pastoral comum a todas as suas paróquias e conjuntos de paróquias. Também tomámos consciência de que para isso há um instrumento que temos de desenvolver e aproveitar o mais possível, que é o conselho pastoral arciprestal. Este programa de visitas pastorais terminou em dezembro de 2012. Paralelamente, impôs-se a verificação de que era necessário orientar¬mos as nossas prioridades pastorais para a formação cristã de adultos. Fizemos um primeiro esforço para retomar o estudo do catecismo da Igreja católica, ao longo de quatro anos, dedicando cada um deles a uma das suas quatro partes. E elaborámos os respectivos textos de apoio. Fizemos, a seguir um segundo esforço, que durou três anos, com o objectivo de remotivar os nossos fiéis e comunidades da Fé para o encontro com a Palavra de Deus e a Bíblia. Pretendemos que fossem criados grupos bíblicos e para tal procurámos a ajuda de missionários redentoristas e do Verbo Divino que percorreram os diversas paróquias e arciprestados ao longo destes anos. Quisemos, a seguir, voltar a nossa atenção para o cinquentenário da celebração do Concílio Vaticano II e rever a sua recepção na nossa Diocese e nas nossas comunidades. Para nos motivarmos, começá¬mos por lembrar o entusiasmo inicial que suscitou o Concílio em vários sectores de sacerdotes e leigos desta Diocese, nos anos subsequentes ao mesmo Concílio. E procurámos incluir no nosso plano pastoral previsto para quatro anos o desejo de retomar a revisão das formas como as orientações do Concílio estão a ser assumido nas nossas comunidades. Pretendemos concluir este esforço em 2017, com a resposta ao pedido que foi feito para que seja convocada uma assembleia de representantes de toda a nossa Diocese. Nela desejamos definir linhas de prioridade pastoral para os próximos anos, tendo em conta o esforço feito durante os três anos que a antecedem. No primeiro destes 4 anos, que já passou, interrogámo-nos sobre a forma como estamos a aplicar o modelo de Igreja proposto pela Lumen Gentium e a Gaudium et Spes. Naquele que está a decorrer interrogamo-nos sobre as formas de evangelização e catequese exigidas pela presente conjuntura eclesial e social e tendo como inspiração Dei Verbum do Concílio Vaticano II. No ano que se seguirá queremos perguntar-nos pela forma como as nossas comunidades estão a celebrar a Fé de acordo com as orientações da Constituição Conciliar Sacrossantum Concilium. O ano de 2014 foi marcado pela preocupação de fazer-me encontrar com cada um dos nossos párocos e depois também com os seus colaboradores. Sem excluir qualquer outro assunto, procurámos, nestes encontros, avaliar como está a ser feita em nós sacerdotes e nas nossas comunidades a recepção do modelo conciliar da Igreja. Esse encontro com cada pároco foi precedido da recolha de alguns dados sobre o movimento eclesial e social de cada paróquia e conjunto de paróquias. Em geral, este encontro com cada um dos párocos e seus cooperadores foi seguido de um outro encontro, a nível de arciprestado, onde foi apresentado um relatório sobre dados relevantes que indiciam caminhos pastorais de maior colaboração entre as distintas paróquias e conjuntos de paróquias, valorizando sempre e o mais possível a estrutura do arciprestado. Em geral foram sublinhadas as seguintes linhas de acção pastoral: a)Apostar mais no fortalecimento da vida comunitária, nas nossas paróquias e conjuntos de paróquias. Isso exige que valorizemos ainda mais os diferentes ministérios na vida das comunidades, com a supervisão activa do respectivo pároco. Em todo este processo, é preciso também rever o nosso serviço da autoridade de modo a permitir e estimular a participação e boa coordenação de todos os fiéis e dos diferentes ministérios. Instrumentos de participação pastoral, como os conselhos pastorais paroquiais ou interparoquiais e os conselhos pastorais arciprestais continuam a ser prioridades. b)Em cumprimento das orientações conciliares, sentimos a urgência de contribuir para que as nossas comunidades sejam cada vez mais escolas de Fé. E escolas que ensinam, mas também onde se experimenta a boa relação em comunidade e com Deus e ainda sejam espaços onde as pessoas se sentem acompanhadas para viverem os valores que o Evangelho inspira. c) Por sua vez, sentimos que o estatuto da Igreja enquanto comunhão, segundo as orientações conciliares, exige relações fortes entre as pessoas, mas também das próprias comunidades entre si. Por isso, só cumprem esta sua vocação à comunhão comunidades abertas, com a disposição de colaborarem com outras comunidades, a começar pela vontade de partilharem recursos, como são ministérios, serviços de formação ou lugares e momentos de celebração. Ao longo do último ano houve preocupação de motivar para que sobretudo os sacerdotes se empenhem prioritariamente no acompanhamento personalizado das pessoas. Nessa linha, as jornadas de formação do clero realizadas em janeiro pretenderam chamar a atenção para o facto de que cada sacerdote primeiro precisa de fazer a experiência de se deixar acompanhar para depois acompanhar pastoralmente aqueles que lhe estão confiados. Tivemos a óptima ajuda de um sacerdote jesuíta experimentado na arte do acompanhamento sobretudo de outros sacerdotes e consagrados. Foi este o primeiro ano em que o nosso Seminário Maior esteve deslocado em Braga, para, em parceria com mais outras três dioceses, criar condições para os nossos seminaristas poderem frequentar a Faculdade de Teologia da UCP. Por sua vez, foi o último ano em que o nosso seminário menor esteve no Fundão, transferindo-se para o Seminário da Guarda. Sentimos também a necessidade de desenvolver e aprofundar o nosso serviço pastoral pré-seminário, com o empenho e a colaboração de toda a Diocese. Agora, pela frente está a responsabilidade de nos empenharmos para dar cumprimento ao nosso plano pastoral diocesano feito para quatro anos, devendo terminar com a assembleia de representantes de toda a Diocese. Para isso, precisamos de continuar a motivar, com determinação, as nossas comunidades, a começar pelos colaboradores pastorais de cada pároco, para darem a devida utilização aos cadernos pastorais que temos preparados para cumprir o programa pastoral deste ano. Serão as respostas aos perguntas neles feitas a base dos assuntos que hão-de ser levados à assembleia de representantes prevista para o ano de 2017. Por sua vez, os conselhos pastorais arciprestais são instâncias e instrumentos da maior importância em todo este processo. E precisamos de os pôr a funcionar onde isso ainda não aconteceu. Nestes dez anos, surgiu uma realidade nova na nossa Diocese que foram os diáconos permanentes. Temos 17 diáconos, que são precioso dom de Deus para o serviço pastoral das nossas comunidades. Queremos que o nosso programa pastoral diocesano e sobretudo as acções de formação que ele envolve contem, o mais possível, com o seu empenhamento. Pelo menos em algumas circunstâncias, sinto que é preciso desenvolver de forma mais concertada, a cooperação entre os diáconos e os sacerdotes, mas também com outros serviços pastorais. Sinto que o futuro da acção pastoral na nossa Diocese passa, em grande medida, por uma mais organizada cooperação entre sacerdotes e diáconos, com responsabilidades bem definidas. E neste ano dedicado à vida consagrada também vou sentindo que os diferentes carismas das várias comunidades religiosas que temos na Diocese, a que se acrescentam as comunidades da Liga dos Servos de Jesus e ainda mais outros consagrados, são um precioso dom que Deus nos oferece. Mas também constituem responsabilidade acrescida pela obrigação que sobre nós recai de procurarmos tudo fazer para criar as condições necessárias à sua adequada participação no serviço pastoral das comunidades. Este ano de 2015 é ano de visita ad limina de todo o episcopado português. O que aqui fica expresso é já por si mesmo uma parte do relatório que é pedido a cada uma das nossas dioceses para ser presente aos diferentes dicastérios romanos que nós bispos portugueses iremos contactar, em Setembro próximo. Neste dia de acção de graças, mas também de revisão do trabalho pastoral até agora realizado e de projecção sobre o que é necessário continuar a realizar para o futuro próximo, na minha prece ao Senhor, lembro as palavras do salmo: Em vão trabalha o construtor se o Senhor não edifica a casa. Guarda, 16.01.2015 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Padre Serafim Reis é formador no seminário, capelão do Carmelo, co-responsável do pré-seminário e colaborador na capelania do IPG

“É com Deus e para Deus, com as pessoas e para as pessoas que sou padre” Serafim da Conceição dos Santos Reis nasceu nos Alpes e cresceu na Provença francesa onde era conhecido como “le portugais”. Já adolescente, veio para Portugal onde todos o chamavam “o francês”. Apesar de ter muitos mais anos de Beira Alta do que da Baixa, identifica-se com a aldeia dos pais, Bogas do Meio, no extremo sul do concelho do Fundão e da diocese, onde nunca teve residência oficial mas onde aprecia todos os poucos momentos que por lá passa, entre encostas de xisto escuro e pinhais verdes. Entende que, através desta múltipla pertença, Deus o predispôs para a vocação sacerdotal: “ser tudo para todos”.
Após 7 anos de escolaridade em França e uma breve passagem pela Escola Industrial do Fundão, frequentou os seminários do Fundão e Guarda. No último ano, terminou um curso em Salamanca sobre discernimento vocacional e acompanhamento espiritual. Ordenado sacerdote a 8 de Dezembro de 1996, intervalou funções como formador no seminário maior, responsabilidades diocesanas e paroquiais. O Padre Serafim Reis explica: “Comecei em São Miguel da Guarda como cooperador pastoral, antes de assumir as comunidades de Alvendre, Avelãs de Ambom, Rocamondo e Vila Franca do Deão. Por fim, antes deste regresso ao seminário, estive no arciprestado do Rochoso, estando mais ligado às comunidades de Adão, Albardo, Vila Fernando e Vila Garcia, e posteriormente em Cerdeira, Miuzela, Parada e Porto de Ovelha”. E acrescenta: “De todas estas experiências pastorais guardo gratas recordações, tanto dos colegas com quem vivi e trabalhei (com quem sempre aprendi muito) como da interacção com os paroquianos. É junto das pessoas e suas situações que nos realizamos como padres, que Deus se torna presente”. Actualmente, para além de formador no seminário, é capelão do Carmelo, co-responsável do pré-seminário, do serviço de pastoral vocacional e colaborador na capelania do IPG, assegurando um serviço de atendimento e acompanhamento. Dá assistência a duas equipas de casais, “onde a partilha recíproca de fé e reflexão são um contínuo estímulo para a missão que Deus me confiou”. Entende a felicidade não como um estado mas sim como um processo. Por isso, considera-se um padre “simultaneamente insatisfeito e feliz, pois a primeira condição impele para a segunda, sabendo que esta nunca está concretizada mas tampouco deve ser adiada”. E adianta: “Sinto-me insatisfeito por reconhecer as minhas próprias limitações e feliz porque é através delas que reconheço a minha necessidade dos outros e de Deus. É com Deus e para Deus, com as pessoas e para as pessoas que sou padre”. Como capelão do convento da Santíssima Trindade tem a missão de prestar a devida assistência espiritual à comunidade religiosa, assegurando a celebração diária da eucaristia e atendimento espiritual quando solicitado por alguma das irmãs. Esta tarefa diz que recebe mais do que dá. E explica: “Acompanhar essa expressão de consagração a Deus que é a vida contemplativa é estar constantemente junto de uma ‘fogueira’ que ilumina e aquece. O testemunho da comunidade carmelita presente na Guarda remete-nos para o essencial da vida”. Sobre o momento presente do Seminário da Guarda diz que “nada tem a ver com tempo da minha passagem como seminarista, onde éramos mais de cinquenta e a frequentar as aulas internamente”. Explica: “Agora estão apenas três seminaristas menores a frequentar a Escola Secundária da Sé, enquanto os três seminaristas maiores se encontram em Braga”. Para o Padre Serafim Reis “perdeu-se uma casa cheia de vida mas ganhou-se em atenção e familiaridade”, o que “permite uma maior proximidade à comunidade dos padres presentes na residência sacerdotal”. Diz que “a experiência é francamente positiva e benéfica para ambas partes, pois o seminário passou a ser uma única família multigeracional”. Juntamente com o Padre Hélder Lopes, vice-reitor do seminário, tem a responsabilidade do pré-seminário, assim como da pastoral vocacional. Explica que “o pré-seminário constitui uma etapa de discernimento vocacional. Esse processo concilia a continuidade do jovem no seio familiar e escolar com a reflexão e descoberta vocacional, individual e em grupo, em diálogo com o respectivo pároco e família”. Para acompanhar os jovens inscritos no pré-seminário estão calendarizados vários encontros ao longo do ano, onde se promovem o convívio, a oração e a reflexão. A equipa está disponível para visitar as comunidades e espera novas inscrições para se juntarem à dezena de jovens que acompanham “pois, para eles, é fundamental a partilha com outros da sua idade”.

Jornadas de formação do clero incidem sobre a catequese de infância e adolescência

Iniciativa decorre a 20 e 21 de Janeiro “Repensar a catequese de infância e adolescência” é o tema das Jornadas de formação do clero da diocese da Guarda, anunciadas para 20 e 21 de Janeiro. Na manhã do primeiro dia serão abordados os seguintes assuntos: “Repensar a iniciação cristã hoje: as possibilidades e as dificuldades na realidade social e eclesial específica das nossas dioceses, com fortes marcas de interioridade” e “Experiências que se fazem em Portugal, ensaiando novos caminhos da iniciação”. A tarde será preenchida com a introdução pelos conferentes aos trabalhos práticos de forma a “analisar o que é viável na realidade social e eclesial que temos”.
O segundo dia terá uma conferência sobre “A catequese ao serviço da Palavra” e diálogo sobre “a importância do encontro com a Palavra de Deus para os catequistas e a preparação das catequeses; formas de iniciação à leitura da Bíblia adaptadas a crianças e adolescentes”. Durante a tarde haverá uma conferência sobre o ministério ordenado e a catequese, seguida de diálogo sobre formas práticas de padres e diáconos viverem esta sua responsabilidade. As jornadas terminam com a celebração da Eucaristia, às 16.00 horas, no âmbito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Sobre estas Jornadas, O Bispo da Guarda explica que “este ano, o programa pastoral que escolhemos para a nossa diocese centra-se na renovação das nossas formas de evangelização e catequese, tomando como ponto de partida a Dei Verbum do Concílio Vaticano II”. D. Manuel Felício acrescenta que “entre as várias formas de evangelização e catequese aquela que tem mais forte tradição nas nossas comunidades é a catequese da infância e adolescência”. De acordo com o Prelado existem “crescentes dificuldades” na organização deste serviço e por isso, “para aí queremos voltar, este ano, a nossa atenção”. Os trabalhos, com início às 10.00 horas, vão decorrer no Seminário da Guarda, e são orientados pelos padres José António Ribeiro Gonçalves, da Diocese de Portalegre e Castelo Branco e Manuel Queirós da Costa, da Diocese de Vila Real, ambos directores do serviço diocesano da catequese da infância e adolescência, nas respectivas dioceses.

Mensagem do Papa Francisco para 49.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

“Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de outubro. Neste contexto, considerei oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.
Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”» (vv. 41-42). Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira «escola» de comunicação, feita de escuta e contacto corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe. Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num «ventre», que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é «o espaço onde se aprende a conviver na diferença» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na «língua materna», ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação. A experiência do vínculo que nos «precede» faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros. Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um «sim» pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. «Visitar» supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias. Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia a dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade. Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém. Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as maledicências o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer «agora basta»; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade. Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que «o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo» (BENTO XVI, Mensagem do XLVI Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contacto com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este «início vivo», saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum. Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto. No fim de contas, a própria família não é um objeto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma «comunidade comunicadora». Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstrato que se há de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível. A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro. Vaticano, 23 de janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015.

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Sínodo dos Bispos sobre a Família

A quantos desejem participar na preparação do próximo Sínodo, que se realizará em Roma, em outubro próximo: Assunto: Respostas às perguntas preparatórias do próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família O Santo Padre, o Papa Francisco, pede o nosso empenho para que haja o máximo de respostas ao inquérito prepara¬tório do Sínodo Ordinário dos Bispos sobre a Família marca¬do para Outubro próximo.

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Jornadas de formação do clero incidem sobre a catequese de infância e adolescência

Iniciativa decorre a 20 e 21 de Janeiro “Repensar a catequese de infância e adolescência” é o tema das Jornadas de formação do clero da diocese da Guarda, anunciadas para 20 e 21 de Janeiro. Na manhã do primeiro dia serão abordados os seguintes assuntos: “Repensar a iniciação cristã hoje: as possibilidades e as dificuldades na realidade social e eclesial específica das nossas dioceses, com fortes marcas de interioridade” e “Experiências que se fazem em Portugal, ensaiando novos caminhos da iniciação”. A tarde será preenchida com a introdução pelos conferentes aos trabalhos práticos de forma a “analisar o que é viável na realidade social e eclesial que temos”.

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Padre Serafim Reis é formador no seminário, capelão do Carmelo, co-responsável do pré-seminário e colaborador na capelania do IPG

“É com Deus e para Deus, com as pessoas e para as pessoas que sou padre” Serafim da Conceição dos Santos Reis nasceu nos Alpes e cresceu na Provença francesa onde era conhecido como “le portugais”. Já adolescente, veio para Portugal onde todos o chamavam “o francês”. Apesar de ter muitos mais anos de Beira Alta do que da Baixa, identifica-se com a aldeia dos pais, Bogas do Meio, no extremo sul do concelho do Fundão e da diocese, onde nunca teve residência oficial mas onde aprecia todos os poucos momentos que por lá passa, entre encostas de xisto escuro e pinhais verdes. Entende que, através desta múltipla pertença, Deus o predispôs para a vocação sacerdotal: “ser tudo para todos”.

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