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Inaugurada em Portugal a Fazenda da Esperança Quando o Papa Bento XVI, em 2007, visitava o Brasil, fez questão de visitar a sede primeira da Comunidade ‘Fazenda da Esperança’ consagrada
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Inaugurada em Portugal a Fazenda da Esperança
Quando o Papa Bento XVI, em 2007, visitava o Brasil, fez questão de visitar a sede primeira da Comunidade ‘Fazenda da Esperança’ consagrada à reabilitação dos toxicodependentes, nascida à sombra da padroeira do Brasil, a Senhora as Aparecida, cuja basílica está a poucos de quilómetros. Apesar de o haverem desaconselhado, porque não havia grande segurança, no trajecto, Sua Santidade insistiu e foi. Recebido com grandes amostras de amabilidade, gostou do fraterno ambiente e disse aos que moravam nessa casa: “Vós sois os embaixadores da Esperança”.
Desde então este trabalho apostólico, iniciado por Nelson Rosendo e frei Hans Stapel, mais se vai espalhando mais pelo mundo, mantendo as suas características originais: acolher todos quantos querem deixar as suas dependências perigosas, com amor, carinho e presença constante. Desde 1983, data da sua fundação, na arquidiocese da Aparecida, esta obra tem-se expandido por variados países.
Chegou a vez da inauguração da octogésima terceira casa, a primeira em Portugal, nascida em Maçal do Chão, concelho de Celorico da Beira.
Isto sucedeu na festa simples mas esplendorosa do último domingo, 6 de Maio.
Num ambiente de alegria, dessa alegria simples, esperançosa (ou não fosse inaugurar-se a ‘Fazenda da Esperança’) e comunicativa, pois o sonho que palpitou, por longos meses, no coração de tanta gente estava a concretizar-se, foi aberta a respectiva casa situada numa quinta, oferta de almas generosas quer dando o terreno quer contribuindo para a sua construção.
Após uns tempos de oração e de informação, iniciados em quinta-feira santa, eis-nos chegados ao momento tão desejado.
Juntaram-se centenas e centenas de pessoas com meia dúzia de diáconos e dezenas de sacerdotes, esperando D. Manuel, o bispo diocesano. Estavam também presentes os fundadores da comunidade e mais alguns elementos vindos do Brasil e da Alemanha.
Por entre cânticos jubilosos, tocados com um certo pendor da pátria irmã, principiou a divina Eucaristia participada pela grande multidão cujo silêncio compenetrado fazia jus à paz campestre que nem o vento perturbava.
À homília, D. Manuel, depois de saudar os membros da Comunidade ‘Fazenda da Esperança’, o pároco da freguesia e o arcipreste do lugar, manifestou o seu regozijo por estar presente àquela cerimónia e o seu apreço pelos cabouqueiros da obra a iniciar. Disse da caridade fundamental para desintoxicar os vícios, promover a compaixão para com os necessitados de ajuda e promover a renovação espiritual interior, exortou os presentes a meditarem a advertência do Apóstolo S. João, quando afirma não haver caridade só nos sentimentos, mas sim quando se actua no concreto, dando a mão, o conforto, o carinho e a disponibilidade ao necessitado.
Inúmeras pessoas se abeiraram da santa comunhão e, no final da Missa, Frei Hans agradeceu toda a contribuição prestada, mormente por aquela população, ao projecto já concretizado que iria ser benzido no final.
Organizou-se a procissão do Santíssimo, por entre carreiros, delineadas estradas, alcantis, num comovente silêncio envolvido em cânticos brasileiros e portugueses, numa ordem impressionante, apesar da aspereza do caminho campestre.
Chegados junto da casa, o clero subiu para a varanda junto da capela, donde foi dada a bênção do Santíssimo.
Uma vez recolhido o Senhor no sacrário, procedeu-se à bênção, conforme o ritual.
Terminada a parte religiosa, houve ocasião para uns cânticos e ainda cumprimentos como para a partilha de bolos, biscoitos, filhós e demais comidas simples oferecidas pelos anfitriões.
A debandada começou, passava das seis da tarde, e durou até ao declinar da noite, quando os últimos romeiros se encaminharam para suas casas.

Dia Diocesano da Família em Seia
No dia 20 de maio, dia que encerra a Semana da Vida, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar da Diocese da Guarda promove o VI Dia Diocesano da Família. A iniciativa, que este ano vai decorrer no arciprestado de Seia, pretende “proporcionar às famílias cristãs da diocese um tempo festivo e de convívio com outras famílias”, explica o padre Joaquim António Duarte, responsável pelo Secretariado. E acrescenta: “Todos os anos o Secretariado da Família tem procurado promover este dia nas diferentes zonas pastorais da diocese. Este ano escolhemos, o arciprestado de Seia e integrámos o Dia da família dentro das V Jornadas do conhecimento, que têm por tema Família caminho de Comunhão”.
Nesse dia,” os casais que celebram as bodas de prata ou ouro matrimoniais serão agraciadas com uma bênção especial no jubileu dos vinte e cinco ou cinquenta anos do seu matrimónio”.
O Dia Diocesano será celebrado junto à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Seia e tem início marcado para as 14.30 horas, com o acolhimento e inscrição dos casais a celebrar 25 ou 50 anos de matrimónio. O programa continua às 15.00 horas, com a Missa presidida por D. Manuel Felício, com a bênção dos casais em jubileu. Um pequeno concerto musical, jogos tradicionais, uma celebração Mariana e um lanche partilhado, são outros dos momentos que preenchem o Dia Diocesano da Família.


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Silêncio e palavra: caminho de evangelização
Amados irmãos e irmãs, Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspeto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de céticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n.º 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a concelebração eucarística com os membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Constituição dogmática Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012. BENEDICTUS PP XVI (Tradução portuguesa oferecida pela Santa Sé) |

A 23 e 24 de Maio
Clero da Guarda vai reunir em Assembleia Geral
A Assembleia Geral do Clero da diocese da Guarda vai decorrer a 23 e 24 de Maio. A iniciativa está a ser preparada desde o mês de Novembro de 2011, e pretende avaliar o grau de satisfação com que os nossos presbíteros e diáconos vivem o Ministério Ordenado que lhes está confiado, bem como identificar as principais dificuldades sentidas no exercício do Ministério; ter um primeiro olhar sobre como se fez e continua a fazer a recepção do Concílio Vaticano II na Diocese; dar sugestões para melhorar a responsabilidade na promoção das vocações sacerdotais; atender a alguns indicativos sobre o que esperam do Padre a Igreja e a Sociedade em geral.
Na apresentação da Assembleia geral do Clero, D. Manuel Felício refere que “cada um destes temas, que vieram sendo sugeridos desde Novembro passado, será apresentado na Assembleia, seguindo-se diálogo em ordem a tirar conclusões operativas. Haverá ainda tempo dedicado a intervenções livres sobre estes ou outros assuntos”.
Os trabalhos iniciam-se às 10.00 horas do dia 23 e continuam no dia seguinte, até às 17.00 horas.



Clero da Guarda vai reunir em Assembleia Geral






