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Homilia da Vigília Pascal
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Sobre o ano da vida consagrada

Vida consagrada sinal e profecia de um mundo novo 1. Razões do ano da vida consagrada A vida consagrada vivida quer nos institutos religiosos mais ou menos tradicionais, quer nos institutos seculares, quer nas sociedades de vida apostólica, quer por opção individual que a pessoa pode fazer no silêncio da sua existência concreta, comunicada ou não à autoridade eclesiástica, é um grande dom de Deus à Igreja e também à sociedade.
E este dom é, primeiro que tudo, sinal indicador de um mundo novo pensado e querido por Deus desde toda a eternidade, mas que ainda não está cumprido, pelo menos na sua integralidade. É também profecia, porque anuncia esse mundo novo do qual faz experiência antecipada, na variedade das múltiplas riquezas que ele encerra para toda a humanidade. Quando se aproxima a passagem dos 50 anos do Decreto “Perfectae caritatis”, assinado pelos padres conciliares em 28.10.1965, o Santo Padre, o Papa Francisco, anunciou que 2015 seria o ano da vida consagrada. E esse ano começa hoje e prolonga-se até 2 de fevereiro de 2016. Pelo meio fica a data de 28.10.2015, que marca os 50 anos do referido decreto “Perfectae caritatis”. “Alegrai-vos” é a grande recomendação que faz aos consagrados a primeira carta sobre o assunto escrita pela Congregação para os institutos religiosos e as sociedades de vida apostólica, em 2 de fevereiro de 2014. Aproveitemos este ano para sondar o horizonte, como recomenda a segunda carta da mesma Congregação, escrita em 8 de setembro passado. De facto, na sequência da decisão do Papa Francisco, a Congregação para os institutos da vida consagrada e as sociedades de vida apostólica decidiu organizar um programa com três grandes objectivos para este ano da vida consagrada. E esses objectivos são os seguintes: 1º) fazer memória agradecida do passado dos institutos religiosos e outras formas de vida consagrada, 2º) abraçar o futuro com esperança e 3º)viver o presente com paixão. Dentro deste programa, destaca-se o congresso sobre a vida consagrada, de 26.1 a 2.2. de 2016 e o encerramento presidido pelo Papa, em 2.2.2016, na Basílica de S. Pedro, em Roma. Por sua vez, em 8 de dezembro deste ano, terá início a corrente mundial de oração entre os mosteiros. Em Portugal, os bispos publicaram uma pastoral sobre o ano da vida consagrada, pastoral essa que desejo ter como fio condutor desta comunicação. Também nós, ao participar neste encontro e no momento de oração que se seguirá pretendemos sintonizar com a abertura oficial do ano da vida consagrada, em Roma, hoje mesmo, com vídeo-mensagem do Papa Francisco, a partir de Istanbul, onde se encontra em viagem apostólica. Acompanharemos as iniciativas que forem realizadas quer a nível mundial promovidas pela Congregação para os institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica, quer a nível nacional promovidas pela CIRP e a nível diocesano pela CIRP regional, cuja direcção saúdo, neste momento. O encerramento será no dia 2 de fevereiro de 2016, mas em Portugal completado pela peregrinação nacional da vida consagrada a Fátima, no dia 7 de fevereiro de 2016, por ocasião da semana nacional da vida consagrada que habitual¬mente se realiza no mesmo santuário de Fátima. 2. A vida consagrada nasce do coração da Igreja A Igreja nasce do coração de Cristo, com mandato para prolongar a Sua mesma missão ao longo da história, Ele que foi enviado pelo Pai para realizar a salvação de toda a Huma-nidade. Por sua vez, a vida consagrada daqueles e daquelas que, através dos votos de pobreza, castidade e obediência, se colocam incondicionalmente ao serviço de Cristo e do anúncio do Seu Evangelho nasce do coração da Igreja. Por isso, vida consagrada tem, dentro da Igreja, compromisso especial com o louvor divino, mas também com a generosa entrega ao serviço dos outros e da comunidade e com a saída em missão ao encontro dos que estão mais longe de Cristo e da mesma Igreja. À prática dos três conselhos evangélicos, sinal identitário da vida consgarda, é legítimo acrescentar mais um factor decisivo do testemunho cristão para que o mundo acredite e esse é o da vida comunitária. Vida comunitária é mais do que a vida em comum, pois pretende ser vida fraterna em comunidade. Num mundo profundamente marcado pelo individualismo e pelo drama da solidão, que atinge os mais idosos, mas frequentemente também jovens, aos quais são negadas oportunidades de viver a pertença à sociedade, sobretudo por causa do desemprego, o sinal profético da vida vivida em comunhão fraterna é dos mais importantes para a sociedade actual. E se olharmos a dois mil anos de vida de Fé até agora percorridos, temos sobejas razões para fazer memória agradecida, diante do Senhor da Igreja e da história. Assim, o que seria a Europa de hoje se não tivesse havido a rede dos mosteiros espalhados por todo o seu território, desde o fim do Império Romano e a invasão dos bárbaros? E quando a reforma da Igreja se impunha, o que foram as ordens ditas mendicantes senão o anúncio profético das necessárias mudanças que deviam ser introduzidas por imperativo da novidade cristã proposta no Evangelho? O que seríamos nós portugueses sem a ordem de Cister e a rede dos seus mosteiros pelo todo nacional, com os inerentes serviços de defesa e promoção da cultura, do povoamento das terras e desenvolvimento da agricultura? E mais em concreto, o que seriam as nossas universidades sem o contributo das ordens religiosas na sua decisiva fase inicial? E a actividade missionária da Igreja o que não deve aos institutos missionários e ao ideal missionário que eles foram ajudando a cultivar e a manter nas nossas comunidades tradicionais? Mais ainda, o que não devem à vida consagrada serviços fundamentais e decisivos da sociedade, como são a saúde, a educação e a prática da caridade, hoje eufemísticamente chamada tão só de acção social? E o serviço da reflexão da Fé no interior da Igreja, através da teologia, quanto não lhe deve também? Por este dom maravilhoso que acompanha a vida da Igreja desde os seus primórdios, queremos, ao longo do ano da vida consagrada, dar abundantes graças. 3- Celebrar o ano da vida consagrada comprometidos com o mistério da Igreja comunhão De facto, a vida consagrada enriquece e alegra a comunidade cristã com a multiplicidade dos seus carismas e também com os frutos da acção de tantas existências humanas inteira-mente dedicadas a Deus e ao imperativo de implantar o seu reino no mundo. É esta riqueza que desejamos, ao longo de todo o ano da vida consagrada, dar a conhecer mais ainda aos nossos fiéis e comunidades da Fé. Para isso precisamos de valorizar momentos especiais pensados para todos os consagrados e outros próprios de cada família religiosa. Sendo assim, são bem vindas iniciativas que possamos publicitar e acompanhar nas nossas comunidades com o objectivo de dar a conhecer o que é, em si mesma, a vida consagrada. É o caso da celebração do dia do consagrado, em 2 de fevereiro e da semana do consagrado que o precede. Aqui é importante que o programa das iniciativas promovidas pela CIRP regional seja conhecido e as pessoas em geral motivadas para nele participarem, ao longo de todo o ano. Mas também é importante que cada comunidade religiosa de consagrados dê a conhecer as suas datas mais importantes juntamente com a especificidade do seu carisma e possa vivê-las com as pessoas das comunidades em que mais directamente se insere, fortalecendo assim a comunhão com a Igreja particular (diocese) em que nos situamos. Momentos especiais do carisma de cada instituto podem ser a comemoração do seu fundador ou outros. Sobre o serviço especial das comunidades de consagrados presentes na nossa Diocese e a sua relação com as comunidades em que directamente se inserem, desejo lembrar a seguinte recomendação que me é feita pela instrução “Mutuae relationes” (1978): “Em cada diocese procure o Bispo perceber o que quer o Espírito Santo manifestar mediante as pessoas e as famílias religiosas ali presentes. É seu dever específico promover a autenticidade dos carismas religiosos e ajudá-los a inserir-se, conforme a própria índole, na comunhão e na acção da Igreja (nº 52). Para responder a este apelo que me é feito a mim próprio, desde já peço ajuda a todas as comunidades religiosas que temos na nossa diocese. E em primeiro lugar peço-vos o seguinte: ensinem-nos a rezar. A iniciação à oração é da máxima importância nas nossas comunidades cristãs. Assim, à comunidade religiosa de vida contemplativa que temos no Convento da Santíssima Trindade, com as Irmãs Carmelitas, pedimos que façam chegar ao Senhor as nossas preocupações e necessidades mais prementes. E também que o seu convento seja cada vez mais um espaço onde se reza e se faz a iniciação à oração. Às outras comunidades renovamos o pedido para que, sobretudo ao domingo, pelo menos uma hora da Liturgia das Horas a celebrem com o povo. Pode acontecer que, de início, esta proposta não tenha adesão multitudinária, mas há que saber insistir no essencial e aqui estamos a tocar no essencial da nossa vida de Fé. Além do mais, todos sabemos que a Liturgia das Horas é oração de todo o Povo de Deus. Também pedimos empenho na leitura orante da Bíblia, levando esse gosto ao Povo de Deus. Outro pedido que ouso fazer às comunidades religiosas e outras formas de vida consagrada é o esforço conjugado para termos, na Diocese, uma séria pastoral das vocações. A vocação é ponto essencial da vida de qualquer pessoa, porque a vida é essencialmente vocação. Ajudar os nossos jovens a colocarem-se a pergunta pela sua vocação é o melhor serviço que lhes podemos prestar. Por sua vez, a radicalidade da entrega inerente às vocações de especial consagração, se num primeiro pode parecer à mentalidade dominante um sacrifício sobre-humano, de facto, é novidade com força própria capaz de encantar e desafiar os nossos jovens a percorrerem caminhos de vida com exigência. Na mesma ordem de ideias, a prática dos conselhos evangélicos, sendo contrária, sobretudo nos dias de hoje, a muitos hábitos instalados na vida das pessoas, é tesouro que a Igreja quer conservar, preservar e aproveitar como caminho privilegiado de evangelização. Temos consciência, é certo, de que também a vida de especial consagração no seio da Igreja é tesouro em vasos de barro. Por isso queremos alimentar a prática da oração constante para que o Senhor acompanhe com a sua graça os consagrados e as consagradas e os ajude a espelhar, cada vez com mais fidelidade, o modo de vida de Jesus na actualidade e a antecipar o novidade do reino de Deus. 4. A vida consagrada anúncio e experiência antecipada do Reino Abraçar o futuro com esperança é o terceiro propósito da Congregação para os institutos religiosos e as sociedades de vida apostólica, neste ano da vida consagrada. Ora, nós estamos numa sociedade em profundas e rápidas transformações, uma sociedade muito marcada pela chama¬da cultura da suspeita, que questiona tudo o que não se enquadra nos seus parâmetros de compreensão da realidade existente. Uma cultura assim é incapaz de entender a vida de especial consagração. Além disso, perante as vertiginosas mudanças a que assistimos e que constante¬mente nos desinstalam, o sentido da esperança vai enfraquecendo e corre mesmo o risco de se perder. Neste contexto, a vida consagrada é, por si mesma, afirmação da esperança, cujos fundamentos estão muito para além das seguranças que o mundo promete. A única segurança que existe para quem opta pela vida consagrada é Deus. Todas as outras seguranças são efémeras. Também neste mundo actual muito marcado pelo individualismo e com preocupantes indicadores de solidão, contradizendo a exigência de comunhão que existe em todo o ser humano, a vida comunitária própria dos institutos de vida consagrada é outro importante sinal profético que denuncia as situações que lhe são contrárias e anuncia a realidade nova do reino que está prometido e onde é garantida a comunhão dos santos e com Deus. Apesar da dificuldade que possa existir de organizar a vida para nela incluir tempos e espaços de vida comunitária – o que muitas vezes acontece sobretudo nos institutos de vida activa voltada para o apostolado – esses momentos de oração em comunidade e também de partilha e convívio fraterno são indispensáveis para garantir a identidade da vida consagrada e do importante serviço que ela deve prestar à nossa sociedade grandemente carenciada de relação comunitária. Sendo assim, os religiosos e as religiosas, na sua qualidade de peritos na experiência da comunhão, cumprem a vocação de serem na Igreja comunidade eclesial e no mundo sinais e artífices do projecto de comunhão que está na meta da história do homem sobre a terra, segundo o plano de Deus É isso o que nos diz a “Gaudium et Spes”, n.os 19 e 32. Se a vida comunitária é essencial aos consagrados, sobretudo nos institutos religiosos, o mesmo se há-de dizer da consciência da missão recebida. Os que optam pela vida consagrada não ficam apenas obrigados à vida comunitária, mas também se dispõem para serem enviados em missão. Comunhão e missão constituem, principalmente na vida consagrada, realidades que mutuamente se implicam. Por sua vez, a vida consagrada há-de saber despertar no seio da Igreja esta mesma responsabilidade da missão, que, de facto, é transversal a todos os baptizados. Faz parte da identidade da Igreja que ela se compreenda sempre como enviada em missão rumo às periferias, para usar a linguagem muito própria do Papa Francisco. Todos nós queremos alimentar esta permanente tensão entre vida de comunhão e de enviados em missão e o carisma da vida consagrada é importante instrumento para garantir este contínuo alerta, a permanente vigilância para motivar todos os baptizados e suas comunidades a sentirem-se também enviados em missão. Experimentando, como todos os mortais, que a vida na história é, em si mesma, um constante êxodo, os consagrados e as consagradas transportam consigo a chave que abre o horizonte do futuro, neste caminhar em saída rumo ao reino anunciado por Cristo e para o qual a história caminha. Sofrem com os que sofrem, alegram-se com os que se alegram, mas sentem-se portadores da luz que ilumina os caminhos da vida e lhes aponta o verdadeiro sentido. Ora, a carta da Congregação para os instituto religiosos e sociedades de vida apostólica, intitulada “Sondai o horizonte”, à qual já nos referimos, interpreta neste sentido símbolos bíblicos como a sarça ardente, a travessia do mar vermelho, a teofania do monte Sinai ou ainda a nuvem que protege o povo e lhe aponta o caminho. 5. A concluir Aqui deixamos algumas sugestões para vivermos o mais intensamente possível este ano da vida consagrada. É desejável que seja um ano com iniciativas que envolvam os membros dos diferentes institutos religiosos e seculares, sociedades de vida apostólica e outras formas de vida consagrada. Nunca é demais aprofundar a consciência do dom recebido. Mas também precisamos de iniciativas que possam envolver leigos e suas comunidades na procura de conhecimento mais aprofundado tanto do específico da vida consagrada em si mesma como da especificidade de cada um dos vários carismas que a integram. E se houver alguma proposta de peregrinação, ao longo deste ano da vida consagrada a que se possam associar amigos e simpatizantes dos diferentes carismas, isso é louvável. Pelo menos, empenhar-nos-emos em integrar a peregrinação a Fátima, no final deste ano da vida consagrada, com a data marcada para 7 de fevereiro de 2016. Que Nossa Senhora, Maria Santíssima, modelo perfeito de toda a verdadeira consagração, estenda o seu manto protector sobre todos os consagrados e consagradas e os ensine a viver cada vez com mais transparência a sua radical entrega à causa de Cristo e do Evangelho. Guarda, 30.11.2014 +Manuel Da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Projecto de museu de arte sacra da Diocese da Guarda distinguido com prémio da Associação Portuguesa de Museus

Tese de mestrado em museologia apresentada pela técnica Joana Pereira A tese de mestrado em museologia de Joana Pereira, técnica ao serviço do inventário e apresentação museológica do património de arte sacra da Diocese da Guarda, foi distinguida, no dia 12 de Dezembro, com o prémio “O melhor estudo sobre museologia”, pela Associação Portuguesa de Museus (APOM).
A tese premiada trata o processo que vai do inventário do património de arte sacra da Diocese da Guarda até á criação de um museu onde o mesmo seja apresentado, mas também protegido e investigado. O trabalho foi apresentado e defendida por Joana Pereira, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no ano de 2013. Este trabalho de investigação académica para obtenção do título de mestrado em museologia insere-se num projecto amplo, que começou em 2007. Tem como objectivo inventariar o património religioso, imóvel e móvel, existente na Diocese da Guarda, o que, por sua vez, constitui a base da unidade museológica que a Diocese pretende criar. Neste campo, dos 15 arciprestados que compõem a Diocese da Guarda estão inventariados 8. Essa inventariação foi já ponto de partida para algumas exposições pontuais e localizadas, assim como para algumas publicações. O projecto, que está em curso desde 2007, pretende a criação de um sistema integrado para o património religioso da Diocese da Guarda, no qual o museu de arte sacra será a unidade coordenadora e apresentadora de várias outras estruturas policêntricas, basicamente identificadas com os edifícios religiosos afectos ao culto e outras entidades várias de carácter museal dispersas pela Diocese em número significativo. A âncora de todo este amplo projecto, identificado como “Sistema integrado para o património religioso”, é o museu sediado na cidade da Guarda, ao qual pertence também definir os roteiros da arte sacra e preparar os respectivos catálogos e guias, com conhecimentos técnicos adequados. Ao futuro Museu compete inventariar, promover a preservação, a investigação e a divulgação do rico e vasto património, quer aquele que se mantém no lugar para onde foi criado e é utilizado, quer aquele outro que já foi ou virá a ser deslocado para o espaço de museu. Sobre esta distinção, O Bispo da Guarda referiu que “o prémio atribuído a este projecto, tema da referida tese de mestrado, é para nós prova e garantia de que estamos a trabalhar de forma consistente e sustentável; e também de que aquilo que aos olhos de alguma opinião pode parecer lento e que tarda em se mostrar é percurso bem calculado e com objectivos bem definidos por quem aposta em trabalho de qualidade”. E acrescentou: “Estamos contentes com este reconhecimento público da qualidade do nosso projecto e damos os parabéns à autora, que é nossa técnica, pela capacidade demonstrada nesta sua tese de mestrado”. “Desde o princípio que fizemos a seguinte opção: não queremos andar depressa, preferimos fazer bem. E o mérito do nosso propósito acaba de ser reconhecido com a atribuição deste prémio”, conclui D. Manuel Felício.

Mensagem de Natal 2014

É Natal Vivei a alegria do Evangelho Jesus nasceu em Belém, no seio de uma família que não teve lugar na cidade. E Ele era o Filho de Deus, o Salvador anunciado pelo coro dos anjos aos pastores que, também fora da cidade, pernoitavam com os seus rebanhos pelos descampados da região. Jesus nasceu, de facto, no seio de uma família que espelhava o amor de Deus.
E continua a ser verdade que o amor de um homem e de uma mulher que se escolhem um ao outro, o amor de um pai e de uma mãe comprometidos a viver a total comunhão das suas vidas são condições indispensáveis para uma criança nascer e se desenvolver até atingir a plena maturidade humana. A família feita da complementaridade entre homem e mulher, pai e mãe, filhos e irmãos e mesmo mais alargada é a primeira escola de vida e de relação social. E sem esta escola as outras não podem cumprir a sua missão. A experiência, porém, diz-nos que este desígnio de famílias estáveis e com relações fortes entre todos os seus membros nem sempre se cumpre, o que constitui grande prejuízo para os próprios e para a sociedade. Mais ainda, sabemos que, quando isso acontece, as pessoas sofrem e muito. O Natal convida-nos também a estarmos próximos destas situações de sofrimento, acompanhando as pessoas e ajudando-as a irem até onde puderem no exercício das suas responsabilidades familiares. O Presépio diz-nos que Jesus nasceu fora da cidade, porque lá não havia lugar para Ele. E os primeiros a visitá-lo foram também aqueles que viviam fora da cidade, os pastores, escolhidos para serem os primeiros a quem foi anunciado o nascimento do Salvador. Disse-lhes o anjo: Anuncio-vos uma grande alegria. Hoje, na cidade de David, nasceu o Salvador. E eles, sendo pobres que não tinham negócios para tratar nem riquezas para guardar, partiram apressados e alegres ao encontro do Salvador. O caminho da humildade e da opção pelos mais pobres foi o caminho de Jesus e continua a ser o caminho dos seus discípulos para cumprirem no mundo o mandato de evangelizar recebido de Cristo. Por isso, ser comunidade em saída para as periferias, qual hospital de campanha, sempre no terreno, para atender os que mais precisam utilizando palavras do Papa Francisco, é o nosso estatuto de Igreja e de cristãos. Por sua vez, as obras sociais que a Igreja tutela, prestando embora valiosos serviços na construção e reconstrução do tecido humano e comunitário, têm de ser mais do que IPSS. Têm de ser expressão da caridade generosa, do amor e do serviço desinteressado dos outros, segundo o espírito do Evangelho. Onde houver pessoas a necessitar de ajuda, enquadrada ou não nas situações tipificadas pela tutela pública de acção social, nós queremos estar lá, para responder dentro das nossas possibilidades. E este é grande imperativo do Natal. Vivemos o Natal entre dois sínodos sobre a família. Que este Natal de Jesus nascido em Belém lembre a todas as nossas famílias que elas são, antes de mais, o santuário da vida e do amor, qual Igreja doméstica que pretende viver e espelhar para o mundo a bondade e a ternura sem limites do próprio Deus. Que este Natal possa lembrar também à nossa sociedade e à própria cultura dominante que o propósito de criar condições de vida digna aos cidadãos passa pela defesa dos direitos das famílias e seu correcto enquadramento legal. Boas festas, diante do Presépio de Belém. Guarda, 11.12.2014 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

“Anjos da Nossa Terra”

undefined Guarda Escolas do concelho fizeram "Anjos da Nossa Terra" Está patente em vários estabelecimentos da cidade da Guarda a exposição “Anjos da Nossa Terra”.
As crianças das escolas do concelho foram desafiadas a elaborar um trabalho plástico sobre o imaginário do “Anjo da Guarda” com mensagens de paz, fraternidade, “multiculturalidade”. Os trabalhos estarão expostos até 6 de Janeiro, dia em que encerra a iniciativa “Guarda: a cidade Natal”. Participaram nesta iniciativa o Pré Escolar dos Jardins-de-Infância do Centro Escolar da Sequeira, Cubo, Castanheira, Alfarazes, Bairro da Luz, Bairro do Pinheiro, ADM – Estrela, Carvalheira, Casal de Cinza, Famalicão da Serra, Gonçalo, Lameirinhas, Maçainhas, Panoias, Póvoa do Mileu, Sé, Trinta, GDR Lameirinhas e Lactário da Misericórdia. E as escolas do 1º Ciclo do Ensino Bárico do Centro Escolar da Sequeira, Castanheira, Rochoso, Carvalheira, Famalicão da Serra e Gonçalo.

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Homilia da Vigília Pascal

Extracto da Homilia da Vigília Pascal

Cristo está vivo no meio de nós. Alegremo-nos e cantemos aleluia, nesta Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias e o centro de todo o nosso ano litúrgico.

Toda a caminhada quaresmal nos orientou para esta Vigília; desta mesma Vigília parte um especial dinamismo de vida nova em Cristo ressuscitado que repercute não só na oitava da Páscoa , que vamos viver como sendo um  domingo continuado, mas também na cinquentena pascal que culmina no Pentecostes, com a descida do Espírito Santo sobre toda a Igreja.

 

 

A surpresa das mulheres que encontraram o sepulcro vazio e o percurso interior que, a seguir, fizeram para concluir que Ele ressuscitou tem de ser também a nossa surpresa e o nosso percurso espiritual, neste tempo de Páscoa. Esta surpresa tem de aparecer clara nas nossas vidas para surpreender o próprio mundo, que precisa de novas rezões de esperança. E Jesus Ressuscitado é a grande esperança para a Igreja e para o mundo. Nós somos convidados por Ele a deixarmos que na nossa vida pessoal e na vida das nossas comunidades transpareça de verdade este grande acontecimento da Sua Ressurreição. Agradecemos a Deus o dom do novo Papa que acaba de ser eleito. Ele vem com vontade de ajudar a Igreja a ser cada vez mais transparente à novidade de Cristo Vivo. Ele próprio já deu muitos sinais de que a nota dominante da sua vida pessoal é deixar que a novidade de Cristo se manifeste. Vai continuar a pedi-lo certamente a todas as instâncias da Igreja, desde a Cúria Romana, às Conferências Episcopais, aos bispos, aos padres, aos diáconos aos de especial consagração. Vai certamente  pedi-lo a todas as estruturas da Igreja cuja razão de ser é viver de Jesus Ressuscitado e apresentá-lo de tal modo que o mundo creia.

Santa Páscoa para todos vós e vossas famílias.